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quarta-feira, 14 de março de 2012

MANGUEZAL: Ameaça ao Berçário

O novo Código Florestal pode agravar a depredação dos manguezais, ecossistemas que se estendem por dezesseis estados e são a base da biodiversidade no litoral



Quando se fala em ecossistemas ameaçados pela ação humana no Brasil, logo vêm à mente a Floresta Amazônica e a Mata Atlântica, que sofrem desmatamento acelerado, e o Pantanal, ocupado de forma desordenada. Menos lembrados são os manguezais, embora eles tenham importância crucial para a manutenção da vida na costa brasileira. Os manguezais estão presentes em dezesseis estados que têm litoral — a única exceção é o Rio Grande do Sul. O Brasil abriga a terceira maior área de manguezais do planeta, mas estima-se que um quarto da região de mangue original já tenha sido destruído, em parte para a instalação de salinas e de fazendas marinhas para a criação de camarões.
 


Se o novo Código Florestal, que deve ser votado na Câmara dos Deputados nos próximos dias, for aprovado com o texto que já passou pelo Senado, a situação dos manguezais poderá se deteriorar ainda mais. Pelo código atual, os mangues são áreas de preservação ambiental, ou seja, não podem ser ocupados nem desmatados. O texto do novo código prevê o uso de 10% a 35% dos manguezais — dependendo do estado — justamente para a instalação de salinas e para a criação de camarões. Os manguezais são basicamente o ecossistema de transição entre o mar e o continente. Encontram-se apenas nas regiões mais quentes do globo, principalmente na faixa entre os dois trópicos. Para se desenvolverem plenamente, necessitam de muita irradiação solar, chuvas fartas e grande amplitude de marés. 


Na costa dos estados do Amapá, Pará e Maranhão, os manguezais chegam a ter 40 quilômetros de largura e suas árvores alcançam mais de 40 metros de altura. O terreno lodoso característico desse bioma é formado por sedimentos de origem marinha e continental, restos de folhas, galhos e animais em decomposição. Isso torna o ambiente rico em material orgânica, o que atrai espécies de micro-organismos e animais que usam aquela região como fonte de alimento e refúgio contra predadores. 

Ao longo de toda a costa brasileira, as pessoas que moram próximo ao manguezal dependem de sua riqueza para a subsistência. É comum a coleta de crustáceos e moluscos que vivem enterrados na lama para o comércio. "Cerca de 70% das espécies de peixes, moluscos e crustáceos que são pescadas comercialmente no litoral brasileiro têm relação com os manguezais em alguma fase de sua vida", diz a bióloga Yara Schaeffer Novelli, orientadora do programa de pós-graduação em oceanografia da Universidade de São Paulo. Os manguezais também servem de refúgio para aves migratórias. Os mangues do Maranhão e Pernambuco, e também os da região de Cubatão, no litoral paulista, recebem batuíras e maçaricos, aves típicas do norte do Canadá e Estados Unidos, que se recuperam ali após a longa viagem.


A caminhada do caranguejo
A espécie-símbolo dos manguezais passa pelas três faixas do ecossistema ao longo da vida - veja oinfográfico

A flora dos manguezais não apresenta grande variedade. Existem basicamente seis espécies de planta nesse ecossistema no litoral brasileiro. Suas raízes expostas servem como fi ltro dos sedimentos que correm misturados à água e também como fator atenuante de tempestades em áreas costeiras. Em Cubatão, as folhas e os troncos das árvores de mangue às vezes se cobrem de uma película oleosa, composta de resíduos da queima e refi no de petróleo na região. Sem esse filtro natural, a poluição na área poderia ser ainda mais intensa, afetando diretamente as praias da Baixada Santista.

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Hoje, no Brasil, a faixa de manguezal mais ameaçada é a área conhecida como apicum, palavra de origem tupi que signifca "brejo de água salgada". Os apicuns ocorrem geralmente nas regiões onde as marés têm difi culdade em avançar na costa por encontrar terras elevadas. A água que chega a essas terras se evapora rapidamente e o chão acumula tanto sal que nele sobrevive apenas a vegetação rasteira. A aparência desolada dos apicuns é enganosa. 

Seu solo abriga boa parte da reserva de nutrients do manguezal. Ele também serve de abrigo para os caranguejos na fase final de seu desenvolvimento. É nos apicuns que se instalam as criações de camarão, principalmente no Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí. Escavam-se enormes tanques que acabam por mudar permanentemente as características da região. Diz a bióloga Flávia Mochel, do Departamento de Oceanografi a e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão: "Para aumentarem a produtividade, os carcinicultores enchem os criadouros de pesticidas e antibióticos. Na época da coleta dos camarões, esse material é escoado sem fi ltragem para o manguezal. Os tanques têm vida útil de, no máximo, dez anos. Depois desse período, os criadores os abandonam e escavam novos tanques, destruindo outra área de manguezal".

A deterioração dos manguezais brasileiros nas últimas décadas é também resultado da ausência de projetos, em escala nacional, que visem à sua preservação e ao uso sustentável.

Durante muito tempo,os únicos trabalhos produzidos sobre o tema eram de cunho científi co, com circulação limitada às universidades e com foco em regiões restritas. O primeiro mapeamento nacional dos manguezais foifeito apenas em 2008, pelo Ibama. Um projeto lançado há três anos pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), batizado de Manguezais do Brasil, recebeu fi nanciamentodo Pnud, órgão das Nações Unidas que lida com questões ambientais. Foram escolhidas cinco regiões na costa brasileira, nos estados do Pará, Maranhão, Piauí, Paraíba, São Paulo e Paraná, onde serãofeitas experiências de gestão e preservação dos recursos. O mapeamento do ecossistema também será atualizado, em parceria com o Ibama e o Inpe. Espera-se que a iniciativa ajude a preservar os berçários da vida do litoral brasileiro. 

Fonte: Veja, Alexandre Salvador,Planeta Sustentável

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

VILLAZOO – Grupo de Proteção à Vida de Cães e Gatos


VILLAZOO é uma entidade sem fins lucrativos que tem como finalidade a proteção à vida e bem-estar de cães e gatos habitantes das áreas urbanas, protegendo-os contra a crueldade, maus tratos, doenças, fome, abandono, além de participar de campanhas de controle de população e de tutela responsável, somando-se ao poder público e a outras entidades não-governamentais.
O grupo não tem sede própria; os animais são acolhidos nas casas dos integrantes e voluntários.
        O Presidente da VILLAZOO é o ambientalista, professor de biologia e de educação ambiental, José Bezerra Neto.

Faça sua doação e ajude a salvar ainda mais animais.


Temos um local para receber doações em produtos como: Ração, areia, remédios e caixas de transporte.
As doações podem ser encaminhadas à Clínica Veterinária City Dog (Dr. Aerton), membro do ViLLAZOO, na Rua Arauá, 632.
São José - Aracaju - SE
Tel: (79) 3213-7066


O dinheiro que recebemos de doação é usado para pagarmos cirurgias (inclusive as de castração), tratamentos, internações, compra de vacinas e outros medicamentos.

Doações em dinheiro podem ser feitas diretamente na conta da ONG:
BANESE (VILLAZOO – Grupo de Proteção à Vida de Cães e Gatos)
Agencia: 011
Operação: 03
Conta: 031103.103-6



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Serra de Itabaiana é vítima de mais um incêndio

Incêndio é de grandes proporções e pode ter sido criminoso
Um incêndio de grandes proporções destruiu a vegetação em uma área superior a 80 hectares da Serra de Itabaiana. A parte afetada fica entre os povoados Caroba e Boqueirão, no município de Areia Branca – localidade conhecida como Serra Cumprida. Ainda não se sabe a proporção dos prejuízos, mas o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a Serra, avalia que este seria o maior incêndio nos últimos seis anos. O último nestas proporções, segundo informou o analista ambiental Marleno Costa, do ICMBio, aconteceu no ano de 2005.

Marleno Costa: orientações a donos de sítios (Foto: Portal Infonet)
O Parque Nacional Serra de Itabaiana tem área total de 7.966 hectares, com predominância de mata atlântica, fisionomia de cerrado, campo rupestre e formação com característica de restinga arbustiva. “Avalia-se que queimou entre 80 a 100 hectares, mas pode ser mais”, avalia o analista ambiental. O incêndio começou por volta das 9h da manhã da segunda-feira, 2, mas só foi debelado, pela brigada de incêndio contratada pelo Instituto Chico Mendes, na manhã desta terça-feira, 3, por volta das 8h.

O trabalho efetivo de combate ao incêndio mobilizou um efetivo de 14 brigadistas e dois voluntários do ICMBio, além de contar com apoio da guarnição do Corpo de Bombeiros, um efetivo de nove homens, que atuou em uma outra parte da Serra, evitando a proliferação de outros focos. Os serviços tiveram que ser interrompidos à noite devido às dificuldades de acesso.

O Corpo de Bombeiros suspendeu a atividades pouco antes das 18h e a brigada do ICMBio trabalhou até às 20h. “As dificuldades decorrem do acúmulo de combustível muito seco, o forte calor na região, o fogo andando a favor do vento, ventos muito fortes e também pela peculiaridade do relevo”, constata o analista ambiental, que coordenou os trabalhos para combater o incêndio.

Na madrugada, por volta das 4h desta terça, 3, os trabalhos da brigada foram reiniciados e o fogo foi debelado por volta das 8h. Os prejuízos à fauna e à flora ainda não foram calculados, mas o incêndio não afetou residências existentes na região. “O pessoal chegou a perceber a presença de cobras mortas e seriemas correndo atônitas”, conta Marleno Costa.

O analista ambiental informa que o fogo também afeta diretamente as nascentes, que dependem da vegetação para se manter. Queimando a vegetação, as nascentes estão comprometidas causando prejuízos à comunidade que depende daqueles riachos para a sobrevivência.
Pelas características, acredita-se em incêndio criminoso. “Pelo local afetado, elimina-se a possibilidade de descuido de algum sitiante, mas isso só será comprovado quando for feita a perícia”, diz Costa, considerando indícios de crime.
Ele adverte aos sitiantes que necessitam de fazer queimadas para realizar o cultivo da terra sobre os prejuízos e riscos que o fogo pode causar à fauna e à flora e também à própria comunidade.

Para estes casos, o ICMBio coloca pessoal qualificado à disposição dos sitiantes que fará monitoramento e acompanhamento do processo de queimada. Para tanto, basta os interessados acionarem a brigada pelo telefone (79) – 9855-9020.

Fonte: Infonet, Por Cássia Santana

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ação Pública para evitar comercialização de animais

MP quer coibir a venda de animais no Mercado Albano Franco
Por intermédio do Promotor de Justiça Dr. Carlos Henrique Siqueira Ribeiro, Curador do Meio Ambiente, o Ministério Público de Sergipe propôs Ação Civil Pública, com pedidos de natureza cautelar, em face do Município de Aracaju e da Empresa Municipal de Serviços Urbanos (EMSURB). O objetivo é fazer que o Poder Público adote iniciativas no sentido de coibir a venda de animais vivos no Mercado Albano Franco.


Em 1999, a Associação de Proteção de Animais (ASPA) trouxe notícias apontando irregularidades no setor. Desde então, o MP tenta solucionar o problema pela via administrativa. Diversas audiências foram realizadas com a participação da EMSURB, da Adema, do Ibama, da ASPA, da Vigilância Sanitária e dos comerciantes. A despeito de todos os esforços empreendidos, as irregularidades persistiram, com apenas alguns episódios de melhorias tanto pontuais como insuficientes.

Além disso, foram realizadas várias inspeções, inclusive pela Divisão de Engenharia do MP. Os laudos técnicos são unânimes quanto à inadequação do espaço, aos maus-tratos contra os animais e às péssimas condições sanitárias, as quais propiciam riscos à saúde pública. O Ibama, num dos relatórios, sugeriu que deve ser construído outro espaço para a realização da atividade.
De acordo com a exordial, há pelo menos 12 anos, os integrantes do polo passivo têm conhecimento da situação, decorrente, em tese, de omissão no que se refere às ações fiscalizatórias próprias do exercício do poder de polícia. Por tal razão, o Autor requer sejam compelidos os demandados a não autorizar, permitir ou tolerar a venda de animais vivos no Mercado Albano Franco até a construção de local apropriado e licenciado pela Adema, sob pena de multa liminar diária no valor de R$ 10 mil.
Fonte: Ascom MPE
O professor José Bezerra e o Projeto de Educação Ambiental Click Trilha parabeniza e apóia essa causa.

sábado, 20 de agosto de 2011

sobrevivente: Lobo solitário

Um pioneiro da fotografia de natureza no Brasil e sua busca pelo arredio e elegante lobo-guará - que foge não apenas das pessoas, mas também da destruição do seu habitat


O maior canídeo brasileiro encara seu perseguidor na serra da Canastra, em Minas Gerais. O tom da pelagem do animal se confunde com o dos altos capins típicos do Cerrado 
 A ruiva exuberante é alta, ágil e esbelta. Desde antes do amanhecer acompanho suas andanças, tentando observar melhor seus hábitos secretos. É julho, faz frio na serra da Canastra, em Minas Gerais, e nessa época o lobo-guará, um animal noturno, caça até depois de o sol raiar. Meus pés estão molhados e doem de tanto andar. A loba cheia de estilo, que batizamos de Clara por sua pelagem dourada brilhante, finalmente se retira para dormir no meio de uma macega de arbustos. Eu faço o mesmo: tento descansar um pouco. Estou a apenas 20 metros de distância do seu esconderijo; é uma honra poder estar tão perto, em silêncio, desse carnívoro emblemático da fauna brasileira. Quando Clara sair de novo para buscar comida, no meio da tarde, será outra maratona para mim. Afinal, o território de um guará na Canastra pode chegar a 25 quilômetros quadrados.
Um guará avança pela imensidão dos campos abertos do interior de Minas Gerais. Sua área de distribuição\ sofreu drástica redução devido à expansão da agricultura no Cerrado. Atropelamentos e doenças transmitidas por cães domésticos agravam a situação da espécie, considerada ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)  
 Meu primeiro encontro com o lobo-guará foi no início dos anos 1980, no Santuário Natural do Caraça, em Minas Gerais. Os padres mantêm há décadas o hábito de cevar os lobos, regateando-lhes comida na calada da noite, para o deleite dos viajantes que ali se hospedam. Na primeira vez que testemunhei tal cena, fui tomado por sentimentos confusos ao ver um animal lindo, misterioso e selvagem subir aquelas escadarias centenárias para comer restos de carne e ossos, como se fosse um cachorro no quintal de casa. Observei um bicho altivo, de 1 metro de altura, sair do mato e aproximar-se receoso dos turistas que esperavam sua chegada para assistir ao espetáculo. Padre Zico chamava-o com voz de barítono: "Guará! Guará!" O lobo vinha, pegava um naco de carne e logo fugia, para comer na escuridão. Voltava mais uma vez, nervoso e assustado, e partia de novo com o rabo entre as pernas, antes mesmo de abocanhar outro pedaço. O cenário parecia perfeito: uma criatura magnífica da natureza exibindo-se diante de uma igreja de arquitetura gótica construída no fim do século 18. Para mim, contudo, aquilo era humilhante. Nas outras vezes que voltei ao Caraça, tentei ver lobos em seu ambiente natural, mas só consegui encontrar o guará na estrada, em visões fugazes - um vulto iluminado pelos faróis do carro.
Um guará avança pela imensidão dos campos abertos do interior de Minas Gerais. Sua área de distribuição\ sofreu drástica redução devido à expansão da agricultura no Cerrado. Atropelamentos e doenças transmitidas por cães domésticos agravam a situação da espécie, considerada ameaçada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês)  
 O lobo-guará (chrysocyon brachyurus) é a maior espécie de canídeo da América do Sul. Sua compleição é a de uma raposa alta sobre pernas de pau. Seu jeito de andar já o difere de outros canídeos brasileiros, como o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus): o guará move as duas pernas de uma das laterais ao mesmo tempo, depois as duas do outro lado - e não alternadamente -, o que lhe dá uma andadura ondulante, peculiar. Suas pernas longas e esguias são uma adaptação à cobertura de gramíneas do Cerrado - seu principal habitat -, por onde caminha sem dificuldade, altaneiro, podendo olhar longe em seu território de caça.
Frutos, sementes, roedores e aves como codornas (acima) integram a dieta do animal, que pesa em média 25 quilos. Diferentemente dos outros lobos americanos, o guará jamais se reúne em alcateias 
 Os biólogos Leandro Silveira e Anah Jácomo estudam há 19 anos os grandes carnívoros do Parque Nacional das Emas, no sudoeste de Goiás. Para entender como os lobos compartilham os recursos naturais com a raposa-do-campo, os pesquisadores prepararam 82 armadilhas fotográficas para funcionar durante 24 horas em 113 locais ao longo das trilhas dos animais durante um ano. O número de armadilhas obedeceu à proporção das áreas dos três principais ambientes do parque - campo aberto, Cerrado típico e floresta. Com os horários em que os lobos foram fotografados registrados nas imagens, os biólogos mapearam o padrão de deslocamento dos dois canídeos na reserva. "O lobo concentra suas andanças de noite e no crepúsculo, mas às vezes também fica ativo em outras horas do dia. Já a raposa é eminentemente noturna", diz Silveira. Os biólogos examinaram ainda quase 1,7 mil amostras de fezes. Concluíram que frutos e outros vegetais compõem hoje 52% de sua alimentação. Como está sempre em movimento e depositando fezes que contêm mais de 20 espécies de frutos, o lobo torna-se um dos mais importantes dispersores de sementes do Cerrado. Eles se alimentam ainda de pequenos mamíferos, aves, répteis e insetos. "A dieta vegetal surpreendeu, pois o lobo é um animal carnívoro", conta Anah.

As fezes servem como pistas dos animais em minhas andanças pelos parques nacionais da serra da Canastra e das Emas.

Um lobo boceja assim que desperta, por volta das 16 horas, antes de sair para uma nova jornada de caça 

No fim da tarde, na contraluz, a loba batizada de Clara pelo fotógrafo exibe seu pelo denso, comum no inverno, que garante calor nas noites e nos dias frios da serra da Canastra. "Em mais de 35 anos de documentação da vida selvagem no Brasil, foi a espécie mais difícil que retratei", conta Luiz Claudio Marigo  
Luiz Claudio Marigo-National Geographic Brasil 

terça-feira, 24 de maio de 2011

Professor Bezerra visita a Câmara

O professor de Educação Ambiental e o presidente da Casa, Emmanuel Nascimento vão ampliar as discussões em torno do Meio Ambiente.

O professor de Educação Ambiental do Colégio Arquidiocesano Sagrado Coração de Jesus, José Bezerra esteve na Câmara Municipal na manhã desta segunda-feira, 23. O objetivo da visita ao presidente Emmanuel Nascimento (PT) foi se colocar a disposição na elaboração de projetos que possam contribuir com o meio ambiente.
Professor Bezerra conversa com Emmanuel Nascimento (Foto: Portal Infonet)

Na ocasião, o presidente Emmanuel Nascimento solicitou que o professor José Bezerra elabore o material e retorne à Câmara para que possam discutir propostas que visem a melhoria do meio-ambiente no âmbito da capital sergipana. “A preservação do meio ambiente é de suma importância e estamos abertos às discussões com o professor José Bezerra, que possui larga experiência no assunto”, ressalta Emmanuel Nascimento.

“Nós temos várias propostas voltadas para o tráfego de carroças e principalmente para o plantio e podas de árvores na cidade. A nossa preocupação está voltada para a preservação do meio ambiente, principalmente no que se refere à política ambiental de proteção aos animais e às arvores. Viemos até a Câmara para dar um apoio na elaboração dos projetos. Tivemos uma boa recepção do presidente Emmanuel Nascimento, vamos elaborar o material e retornar para discutir”, destaca o professor e ambientalista José Bezerra.
Por Aldaci de Souza(Portal Infonet)
http://www.infonet.com.br/politica/ler.asp?id=113496&titulo=politicaeeconomia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Morcegos fazem amizades para a vida toda

A conclusão é de um estudo alemão, que observou durante cinco anos mais de 20 mil morcegos e descobriu que o grupo social que esse mamífero voador estabelece na juventude é mantido até a velhice – ao contrário da maioria dos animais dessa classe, que migram de grupo a medida que amadurecem, acasalam e procriam.



A pesquisa apontou, ainda, que as “amizades” dos morcegos mais velhos são mantidas pelos mais jovens, mesmo após a morte dos anciões. E mais: eles não são nem um pouco preconceituosos e se relacionam com morcegos de qualquer gênero e tamanho. 

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores – que trabalham na Universidade de Greifswald – implantaram microchips nos milhares de morcegos e monitoraram, durante 24 horas, suas interações sociais. 

Segundo eles, há apenas três outros animais que também estabelecem laços fortes com os demais exemplares de suas espécies e mantêm uma relação social durante toda a vida: os elefantes, golfinhos e alguns primatas, como, por exemplo, os seres humanos.   


Fonte: Débora Spitzcovsky  Foto de Rogério Montenegro

sábado, 23 de abril de 2011

Projeto Click Trilha: Caçar, comercializar ou manter animais silvestres em cativeiro é CRIME

Somente a conscientização da população poderá desestimular este comércio ilegal e proteger o direito à vida e liberdade dos animais.

Combata o comércio de animais silvestres

Se você presenciar ou souber de algum caso de comércio ilegal de animais silvestres, denuncie imediatamente. Além de ser considerado crime inafiançável, a prática é responsável pela morte de milhões de animais em todo o mundo.
A vasta biodiversidade do Brasil torna o país um dos principais alvos dos traficantes de animais. Esses criminosos movimentam cerca de 10 a 20 bilhões de dólares em todo o mundo, colocando o comércio ilegal de animais silvestres na terceira maior atividade ilícita do mundo, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.
Os animais são retirados do seu habitat ainda filhotes e percorrem muitos quilômetros até chegar ao seu destino (muitas vezes em outros países). As péssimas condições e os maus tratos de traficantes fazem com que a maior parte esses animais morram no caminho e colocam em risco não apenas a existência da espécie, como também a de todos os animais que fazem parte da sua cadeia alimentar. 



Você pode ajudar a quebrar esse comércio. Se souber de algum caso de venda de animais silvestres se informe se ele tem a autorização do IBAMA. Se não tiver, avise ao Pelotão Ambiental de Sergipe (tel.79-32488306) ou ligue para o IBAMA através da Linha Verde (tel. 0800 61 8080).
Confira algumas dicas do IBAMA para combater o tráfico e animais:
  • Não compre animais silvestres sem origem legal;
  • Não compre artesanatos que possuam partes de animais silvestres; salvo se o artesanato for certificado como procedente do manejo sustentável;
  • Denuncie traficantes;
  • Mesmo que fique com pena do animal nas mãos do traficante, não o compre, se o fizer você somente estará incentivando o tráfico;
  • Se tiver um animal silvestre não o solte simplesmente, entre em contato com a unidade do IBAMA mais próxima.
 Caçar, comercializar ou manter animais silvestres em cativeiro é CRIME.
O projeto Click Trilha é parceiro do IBAMA, da SEMARH e do Pelotão Ambiental.